Tratando com filhos escarnecedores

SEP 1.1

A maldição do Senhor habita na casa do perverso, porém a morada dos justos ele abençoa. Certamente, ele escarnece dos escarnecedores, mas dá graça aos humildes.
(Pv 3.33-34)

 

Admoestar ou instruir filhos que são debochados, que se deleitam na prática do escárnio, é uma tarefa inglória. Até mesmo a Bíblia chega a dizer em certo ponto que repreender um escarnecedor só traz dor de cabeça: “O que repreende o escarnecedor, afronta toma para si; e o que censura o ímpio, recebe sua mancha” (Pv 9.7). Entretanto, quando o escarnecedor é um filho ou filha que tanto amamos, não importa a afronta que vamos receber e sim o resultado que a admoestação pode trazer. Esse é o ponto central da tarefa que chamei de “inglória”; será que devemos continuar admoestando um filho escarnecedor, o qual reage sistematicamente com mais escárnio?

O livro de Provérbios trata o escárnio com mais severidade do que a incredulidade. De fato, é bem mais fácil lidar com a incapacidade de crer do que com a atitude de escárnio. Nesse sentido a Bíblia diz com clareza: “Não repreendas o escarnecedor, para que te não aborreça” (Pv 9.8). O maior beneficiado com a repreensão do escarnecedor é o simples: “Quando o escarnecedor e castigado, o simples torna-se sábio” (Pv 21.11) ou “fere o escarnecedor, e o simples tomará aviso” (Pv 19.25).

O que, então, nos resta fazer com filhos que são escarnecedores? A abordagem recomendada no livro de Provérbios é a conscientização; eles precisam ter a consciência exata daquilo que estão fazendo e o preço que irão pagar por isso. Nessa tarefa de conscientização há dois pontos que precisam ser destacados: 1) O escárnio é um tipo de perversidade que pede uma intervenção do próprio Deus: “Certamente ele [Deus] escarnece dos escarnecedores”; esta é a razão porque não há muito o que podemos fazer. 2) A atitude de escárnio torna uma pessoa alvo da maldição de Deus: “A maldição do Senhor habita na casa do perverso”. Ainda que o texto não tenha dito explicitamente que a maldição habita na casa do escarnecedor, os provérbios são construídos em forma de paralelismos. Isso significa que a segunda parte do verso sempre se relaciona com a primeira; nesse caso uma comparação chamada sinonímica. Ou seja, o perverso é o escarnecedor.

Público alvo

Jovens crentes (11-18 anos)
Pais de jovens crentes

Indicação

Esse provérbio é especialmente indicado para as seguintes situações: a) Filhos que já ouviram (leram) Pv 13.1 e continuam resistentes; b) Filhos que já ouviram (leram) Pv 13.1 e reagiram com mais deboche.

Objetivo

Quando utilizado no contexto mencionado acima, o provérbio pode cumprir os seguintes objetivos: a) tornar conhecidas aos nossos filhos as consequências da sua atitude de escárnio e deboche. b) conscientizar nossos filhos da transferência de responsabilidade: Deus irá tratar diretamente com eles.

Modo de usar

Esse provérbio só deve ser usado depois que o conceito de Pv 13.1 já foi aplicado (ver SEP 1.0). Por se tratar de instrução de um escarnecedor, a atitude daquele que instrui é crucial. O objetivo da instrução, como já foi dito anteriormente, é conscientizar. Não entre em polêmicas ou confrontações com aquele que adota o espírito de escarnecedor. Dica 1: Mostre o cartão com o provérbio e depois envie a imagem via WhatsApp ou qualquer outro aplicativo. Lembre-se disso: a mensagem é para seus filhos; envie uma mensagem particular. Dica 2: Imprima o cartão com o provérbio e coloque em um lugar que seu(sua) filho(a) poderá achar posteriormente. Ore para que o Espírito Santo trabalhe na vida do(a) seu(sua) filho(a) por meio daquele provérbio.

Reações adversas

Não use este provérbio mais de uma vez por semestre. Se os sintomas persistirem, não insista; use o próximo SEP da sequência.

 

 

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