O perverso e o dia da calamidade

Esse provérbio é um lembrete de uma verdade básica que permeia a criação de Deus: nada foi feito por acaso, nada está sobrando no universo criado por ele. Sendo um Deus todo-poderoso,  ele poderia ter criado muita coisa que, posteriormente, não teria mais finalidade. Isso não aconteceu, segundo lemos nesse provérbio.

Deus criou tudo e todos com uma finalidade.  Isso tem uma consequência direta e óbvia: não há espaço para imprevistos, ou surpresas. Criar o perverso para o dia da calamidade significa não apenas controle, mas justiça. Os justos, por exemplo, não foram criados para a calamidade. O dia da calamidade é o dia quando o perverso pagará pelos seus atos, um dia de disciplina e não necessariamente o dia do juízo final. Assim, podemos concluir que a existência do perverso cumpre uma finalidade pedagógica na ordem criada: lembrar-nos de que tudo tem uma finalidade.

Outra consequência direta e óbvia: A existência humana não é um lançamento experimental, enquanto a versão final não chega. Há finalidade e propósito para tudo que Deus criou. Se Deus criou o perverso para o dia da calamidade, seria o caso, então, de não podermos culpar tal perverso por aquilo que fez? Errado. Deus não criou o ser humano perverso, mas segundo a sua imagem e conforme a sua semelhança, isto é, o ser humano foi criado íntegro e reto.

O que esse provérbio afirma é a criação da finalidade: o perverso foi criado para determinado fim; contudo, o ser humano continua sendo responsável pelos seus atos.

Aplicação:

Todo tipo de perversidade e corrupção que observamos em nosso contexto cumpre uma finalidade específica no plano final de Deus. Isso não justifica e nem explica a corrupção humana, mas nos garante que não estamos assistindo um universo em queda-livre para o caos.

Daniel Santos

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