O objetivo duplo da balança enganosa

Balança enganosa é abominação para o Senhor, mas o peso justo é o seu prazer.
(Provérbios 11.1)

O Antigo Testamento, de maneira geral, é muito incisivo neste tópico da balança enganosa. Há várias leis no pentateuco que condenam veementemente essa prática: “Balanças justas, pesos justos tereis. Eu sou o SENHOR, vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito” (Lv 19.36); “Dois pesos são coisa abominável ao SENHOR, e balança enganosa não é boa” (Pv 20.23). A razão desta confrontação direta e incisiva é que uma balança representava um padrão estabelecido e aceito como correto. Assim sendo, o seu uso era uma prática cínica que corrompia o que era direito, fazendo com que o erro fosse visto como o padrão estabelecido. Pior ainda, o uso da balança enganosa promovia a falsa impressão de que a definição do que é justo podia ser customizada conforme a situação e interesse do corrupto dono da balança.

Esse é o motivo porque a Bíblia considera a balança enganosa “abominação” (detestável a Deus). Seu uso não apenas afrontava a integridade da ordem estabelecida no ato da criação em Gênesis 1, mas buscava também legitimar o erro e o roubo como padrões a serem seguidos. 

Nos dias de hoje, a balança enganosa pode ser comparada com a corrupção que premeia uma sociedade em forma de suborno, falsificação, perjúrio, etc. No contexto da igreja, a balança enganosa pode ser comparada com práticas religiosas de fachada, revestindo vidas corrompidas. Do mesmo modo que a balança enganosa busca legitimar o erro como padrão a ser seguido, práticas religiosas de fachada visam a legitimar uma espiritualidade vistosa, porém vazia.

Aplicação

Deus tem prazer na integridade do coração humano, já que fomos criados segundo a sua imagem e conforme a sua semelhança.

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