As angústias da alma

Esse provérbio contradiz o dito popular “É melhor por para fora do que ficar guardando”. Ele faz isso nos alertando dos riscos e prejuízos de “por para fora” tudo o que está fervendo dentro de mim. Eu confesso que seria muito mais fácil e até um alívio poder deixar a língua falar sem ter que refreá-la; como disse Jó certa vez: “Por isso, não reprimirei a boca, falarei na angústia do meu espírito, queixar-me-ei na amargura da minha alma” (Jó 7:11). Todavia, o preço que teremos que pagar por esses minutos de “boca livre” é muito caro; o pagamento é debitado diretamente em nossa alma. A angústia da alma é mil vezes maior e mais duradoura do que os breves momentos de extravaso. E não é só isso; o livro de Provérbios já nos alertou do aperto causado pela chegada da angústia: “em vindo o vosso terror como a tempestade, em vindo a vossa perdição como o redemoinho, quando vos chegar o aperto e a angústia” (Pv 1:27). Foge dessas coisas! Dê um descanso à sua alma.

Aplicação

É melhor e mais duradouro ter uma alma livre do que uma boca livre.

Daniel Santos

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Professor, pesquisador e pastor. Amo ouvir, refletir e divulgar boas ideias. Creio, sigo e sirvo o Deus que se revelou nas Escrituras do Antigo e Novo Testamentos.

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